Edições anteriores

2017

Capa da revista

n. 36 (2017): Gratidão

Acolhimento
Conjugação de genialidades das letras e das plásticas. Dante e Dalí, separados em vida por uns sete séculos e cada qual em sua arte, prospectam na obscuridade algum raio de luz à finalidade de existência humana. No poema, a visão amedrontadora do inferno e a esperança de vida infinita, sob novo céu e estrelas após expurgados os nossos diferentes pecados e impingindo o sofrimento devido aos condenados. Em sua obra, Dalí é cirúrgico ao colocar Dante como único humano nas arcadas onde penam almas e a exaltar toda imensidão da dúvida sobre o viver. O manto do mistério ali predomina. Provocadores que foram, invocam os sentidos de gratidão e justiça como antídotos à soberba, à vanglória e à vaidade. A pintura de Dalí, da centúria que produziu inspirado em A Divina Comédia, tem aqui o propósito de reverência ao mentor da revista Iátrico, Dr. João Manuel. Ele tinha especial apreço ao quadro (Inferno 10 - Farinata ou Hereges), que ocupava lugar de destaque em sua casa. A leitura que fazia da obra era "acolhimento", substantivo maior na conduta do médico.

2015

Capa da revista

n. 35 (2015): A arte de ensinar

Professor exerce profissão humilde. Planta em terreno desconhecido as melhores sementes que seleciona. Se medrarão, ignora; se se desenvolverão com útil produtividade, a si não caberá a colheita. Tampouco sabe-lo-á. Mas sabe que cumpre missão essencial. E que a falta do resultado final é a condição para continuar oferecendo o melhor de si, no sentido do esclarecimento e da iluminação. Essa é a arte do semeador, uma arte sem arte porque não se aprende, se desprende, desprovida de completude e vivida no talento e no esforço de desiguais. Ensinar é esclarecer, treinar habilidades, invocar atitudes. É incutir possibilidades dentro do outro. A capa, nos traços do chargista Paixão, sintetiza o sentido de arte e prazer no ensinar.

Na homenagem à memória do editor e mentor da revista IÁTRICO, a extensão a todos os que se dedicam a ensinar, seja com a sua arte, seja com seus exemplos. Na capa do artista Ademir Paixão, João Manuel, sábio e valente guerreiro pela vida, registra na lousa a sua mensagem.


2014

Capa da revista

n. 33 (2014)

PROFISSÃO DE FÉ

A capa sugere prece e catedral. Indissociáveis na fé. A fé é inoperante sem obra. A catedral cataliza a grandeza e a paz do céu perante os pecadores desejosos de remissão. Ambas, associam o eterno da pequenez humana em sua ânsia de alcançar a luz do sonho e da serenidade. E da recompensa. Já nós, médicos, as sintetizamos na certeza de uma profissão cuja obra é nobre no afã de auxiliar no silêncio dos órgãos, sinônimo de saúde. Essa a nossa grandeza, material e espiritual, em que a ciência é a catedral e a arte um salto de compaixão. Irmanadas no desejo do sentido, que a vida tenta iludir e nossa vivacidade procura descobrir. Construções e concepções simbolizadas nas mãos de Rodin.


2013

Capa da revista

n. 32 (2013)

A capa desta edição do IÁTRICO sugere uma questão: o que é mais importante, ler a realidade, ou seja, ter um ver treinado, a tal observação; ou ter um ensinamento por palavras. Claro que é uma falsa questão. Aprender a ver, à parte o componente genético, é um exercício que deve ser exercido desde tenra idade, e quanto mais formos estimulados a discriminar pelos sentidos mais aptos estaremos a fazer do ensinamento linguístico algo profundo. Noutra palavras e em duplo sentido, nos categoriza a assimilar melhor essa realidade e a refletir sobre a mesma. Não somos tabula rasa ao nascer, já que a genética importa e muito; mas, quando embebidos no caldo da cultura humana exposta nos livros, mais alicerçados estaremos para escrever o livro aberto de nossas próprias vidas, sempre incluso e com fim incerto, mas único e rico à maneira de cada qual. Portante, às leituras.

2012

Capa da revista

n. 31 (2012)

O IÁTRICO sempre foi antitotalitário. Sempre professou a liberdade individual e a imaginação. Sempre foi cônscio de que onde acaba o sistema legal, viceja a violência. Onde se esquece a ética, predomina a barbárie. Este número, porém, é explícito. Mostra que qualquer sistema polar, à direita ou à esquerda, descamba para a nulidade do indivíduo. Por isso, deixa sua marca indelével pelo convívio dos contrários, pela elaboração dos conflitos, pela paz entre os homens. E a análise que fazemos nos textos que se seguem tem sua síntese no conjunto de mármores e bronzes, denotando a serenidade e o equilíbrio que tanto nos fazem falta. Paz, filha da humildade. Sonho de respeito pelo outro. Belíssima e enigmática, a obra anônima da capa exalta esta reflexão.
Capa da revista

n. 30 (2012)

TUDO SE TRANSFORMA...

Este é um IÁTRICO impressionista. Recriação do mesmo, soberano à sua autenticidade. Como Monet e Pino Daeni.


2011

Capa da revista

n. 29 (2011)

A arte busca comunhão. Busca a capacidade do observador encarnar sentido, estranheza, prazer, enfim, uma epifania do espírito na direção da alegria e da elevação. Para que seja sublimado pelo fogo dos sentidos.

As capas do IÁTRICO não vão tão longe, buscam apenas um olhar, significante. Mas, para a desta edição, não basta um momento. Exige concentração, devotamento, perspicácia na busca da evolução da vida. Do reino vegetal ao animal, é mais do que evolução biológica, é também signo. As formas gerando ideias. E esse amalgma só é possível quando o artista é ímpar, quando beira a genialidade. A artista portuguesa Gracinda Marques, a nosso pedido, para a chamada de capa Como e por que ler, conseguiu essa síntese que só um gênio maior pode produzir. E, nós, contemplativos, agradecemos.

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ISSN: 2237-9762