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PREVENÇÃO DO CANCER DE MAMA

 

O câncer de mama é o mais prevalente nas mulheres brasileiras.
No Brasil, o câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos.
Há aumento da incidência e da mortalidade em todo o mundo, nas últimas décadas.

Um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. A maioria dos casos de câncer de mama, no Brasil, é diagnosticada em estágios avançados (III e IV), diminuindo as chances de sobrevida das pacientes e comprometendo os resultados do tratamento.

As estratégias de atuação para a prevenção do câncer de mama são classificadas em dois tipos: as que visam evitar a sua formação (prevenção primária) e as que objetivam sua detecção precoce (prevenção secundária).

PREVENÇÃO PRIMÁRIA:

Evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos, tabagismo e o uso abusivo de bebidas alcoólicas, a fim de prevenir doenças crônicas e promover a saúde.

Embora tenham sido identificados alguns fatores ambientais ou comportamentais associados a um risco aumentado de desenvolver o câncer de mama, estudos epidemiológicos não fornecem evidências conclusivas que justifiquem a recomendação de estratégias específicas de prevenção primária.

É recomendação que alguns fatores de risco, especialmente a obesidade e o tabagismo, sejam alvo de ações visando à promoção à saúde e a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, em geral.

Não há consenso de que a quimioprofilaxia deva ser recomendada às mulheres assintomáticas, independente de pertencerem a grupos com risco elevado para o desenvolvimento do câncer de mama.

 

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA OU DETECÇÃO PRECOCE:

Estima-se que desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo palpável de um centímetro, que corresponde a um bilhão de células tumorais, exista um intervalo aproximado de 10 anos. Nesse período, o melhor método com ação comprovadamente eficiente como "screening" é a mamografia de alta resolução. A orientação atual, que deve ser seguida em condições ideais de recursos para a assistência à saúde, é a mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, tendo sido feito um exame basal prévio aos 35 anos.

Na fase pré-clínica de neoplasia, de tumores detectados pela mamografia, as taxas de cura são de quase 100%, e essa deve ser a motivação maior para estimular as mulheres a fazer uma mamografia de rotina.

O exame físico das mamas realizado por médicos é também eficiente, permitindo o diagnóstico precoce de tumores com um ou mais centímetros de diâmetro.

O auto exame das mamas, realizado pela própria paciente mensalmente após a menstruação, identifica nódulos a partir de dois e três centímetros de diâmetro.

Grupos populacionais com risco elevado para o desenvolvimento do câncer de  mama:

  1. História familiar de câncer de mama: em mães, irmãs ou filhas.
  2. Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária.
  3. Mulheres com história familiar de câncer de mama masculino;
  4. Mulheres que nunca amamentaram.
  5. Mulheres que nunca tiveram filhos ou os tiveram após 30 anos de idade.
  6. Menarca (primeira menstruação) abaixo de 10 anos de idade.

 

Esteja atenta!

Faça seus exames de controle com o seu médico!

Faça o auto-exame das mamas.

Lembre-se, você deve se dar ao direito e, assim como você orienta os seus pacientes, você também deve receber orientação para cuidar da sua saúde.

Procure o seu médico se: 

  1. Notar dor mamária fora do período pré-menstrual.
  2. Notar a presença de algum nódulo.
  3. Observar edema, retração, ulceração, sangramento ou distorção do mamilo, alteração na aréola.

 

CÂNCER DE MAMA TEM CURA! PREVINA-SE!

 VOCÊ QUER SABER MAIS DETALHES?

A Organização Mundial da Saúde estima que ocorram mais de 1.050.000 casos novos ao ano de câncer de mama em todo o mundo, o que o torna o câncer mais comum entre as mulheres.

No Brasil, informações processadas pelos Registros de Câncer de Base Populacional, disponíveis em 16 cidades brasileiras, mostram que, na década de 90, este foi o câncer mais freqüente. As maiores taxas de incidência foram observadas em São Paulo, Distrito Federal e Porto Alegre.

Além disso, o câncer de mama constitui-se na primeira causa de morte por câncer, entre as mulheres, registrando-se uma variação percentual relativa de mais de 80 % em pouco mais de duas décadas: a taxa de mortalidade padronizada por idade, por 100.000 mulheres, aumentou de 5,77 em 1979, para 9,74 em 2000 (Ministério da Saúde, 2002).

 

Fontes: Sociedade Brasileira de Cancerologia

             Projeto Diretrizes AMB/CFM, volume I, 2001.

             Sociedade Brasileira de Mastologia.

             INCA

 

Dica da integrante da Comissão de Saúde do Médico do CRM-PR, Roseni Teresinha Florencio.