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09/03/2026

2º Fórum da Mulher Médica do CFM apresenta cases de sucesso no empreendedorismo e na ciência

O evento, ocorrido na última sexta-feira (6), contou com extensa programação ao longo do dia. Conselheira federal suplente pelo PR, Viviana Lemke, participou de debate sobre os desafios contemporâneos da profissão

clique para ampliarclique para ampliarCFM realizou 2º Fórum da Mulher Médica, que contou com cases de sucesso no empreendedorismo e na ciência. (Foto: CFM)
O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, na última sexta-feira, 6, o "2º Fórum da Mulher Médica", promovido pela Comissão da Mulher Médica da autarquia. Com participação presencial e online, o evento debateu os desafios contemporâneos da profissão sob a ótica feminina.

A conselheira federal suplente pelo Estado do Paraná, Viviana Lemke, membro da Comissão da Mulher Médica do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e diretora administrativa do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), participou presencialmente do evento e palestrou sobre o tema "Violência e Assédio". Segundo ela, a violência contra os médicos não é um incidente isolado, mas sim uma epidemia. 

Com enfoque nas violências sofridas por médicas, a conselheira destacou: "As mulheres têm medo de falar que foram atingidas por violência, pela crença de que a denúncia não levará a lugar nenhum, que não levará a mudanças. E também pela rigidez hierárquica que estigmatiza a vítima como frágil. Muitas vezes, a mulher prefere ignorar e aceitar o abuso como parte do trabalho pelo medo de parecer fraca e ter aquele selo de que não serve para a Medicina." 

A conselheira citou, ainda, a resolução CRM-PR nº 253/2025, que dispõe sobre a obrigatoriedade de implantação e regulamentação do uso de dispositivos de segurança conhecidos como "Botão do Pânico" em todos os estabelecimentos de saúde, públicos e privados. Também participou do fórum, remotamente, a conselheira do CRM-PR Valéria Caroline Pereira Santos, 1ª tesoureira e membro da Comissão da Mulher Médica da autarquia.

Cases de sucesso

Entre os debates promovidos ao longo do dia, destacaram-se os casos de sucesso e realização profissional na área empresarial e na ciência. Enquanto a fundadora do Grupo Cirandinha, Bernadeth Martins, deu dicas práticas para as médicas empreendedoras; a cardiologista e cientista Glaucia Maria Moraes Oliveira falou sobre a participação das médicas na produção científica brasileira.


Em sua apresentação, Bernadeth Martins deu dicas práticas que devem ser seguidas pelas médicas empreendedoras. “Ter excelência técnica não garante competência administrativa. É preciso sair da cadeira de operadora e sentar na cadeira de dona”, aconselhou. “A empreendedora deve ser persistente e não sucumbir diante do primeiro fracasso. A persistência é a chave do sucesso”, completou.

Ela também alertou que os desafios serão grandes. “Vocês ainda terão chefes: seus clientes. Trabalharão mais do que seus funcionários e terão de enfrentar a concorrência”, alertou. Apesar dos desafios, a empresária defendeu que mais médicas abram seus negócios, pois a medicina ganhará com o empreendedorismo das mulheres médicas. “Vocês são mais cuidadosas, mas preocupadas com a segurança do paciente e empáticas. É importante que continuem empreendendo”, aconselhou.

Ciência

Professora titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e editora-chefe dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a médica Glaucia Maria Moraes Oliveira falou sobre a presença da mulher nas pesquisas realizadas no Brasil. “O Brasil é o terceiro país com maior presença feminina nas pesquisas científicas na área médica. 49% das pesquisas brasileiras são feitas por mulheres. É um bom percentual, mas ainda temos muito o que avançar”, argumentou.


O principal problema, segundo a pesquisadora, é que as mulheres, apesar de produzirem muito, não chefiam os projetos com maior aporte de recursos. “As mulheres captam menos recursos, apesar de apresentarem mais projetos. Produzimos, mas não conseguimos ocupar cargos de liderança”, constatou. Para dar mais protagonismo às mulheres cientistas, Glaucia Oliveira defendeu protagonismo nas inovações, esperança e compromisso e inspiração das novas gerações.

No encerramento do evento, a 2º vice-presidente do CFM e coordenadora da Comissão de Mulher Médica, Rosylane Rocha, elogiou a qualidade das apresentações e defendeu o protagonismo feminino. “Temos de construir autoridade científica, alcançar espaços de referência, conquistar cargos e produzir mudanças”, elencou. “Estamos encerrando o Fórum, que foi um sucesso, mas continua o movimento em prol de mais conquistas para a mulher médica”, afirmou.

O 2º Fórum da Mulher Médica já está disponível na plataforma do CFM no YouTube. Assista aqui. 

FONTE: CFM, COM INFORMAÇÕES DO CRM-PR.

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