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Janeiro Roxo - Combate à Hanseníase foi o tema
da Educação Médica Continuada, no último dia 20 de janeiro (Foto:CRM-PR)
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR),
por meio do Projeto de Educação Médica Continuada e em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia
– Seção Paraná (SBD-PR), promoveu o Ciclo de Palestras em Dermatologia, com o tema “Janeiro
Roxo – Combate à Hanseníase”, no último dia 20 de janeiro, em formato online.
A programação contou com a participação
da Dra. Fabíola Welter Ribeiro, mestre e doutoranda pelo PPGMICS-UFPR e secretária da Sociedade Brasileira de
Dermatologia – Seção Paraná (SBD-PR), que abordou os aspectos clínicos, diagnóstico
e manejo da hanseníase, além dos desafios atuais no enfrentamento da doença. A abertura foi conduzida
pelo Dr. Ramon Cavalcanti Ceschim (1º Corregedor); a coordenação e a moderação foram realizadas
pelo Dr. Guilherme Graça Cardoso (coordenador da Câmara Técnica de Dermatologia), e pela Dra. Patricia
Gurgel Batista Leite (membro da Câmara Técnica de Dermatologia). Participou também do debate o médico
dermatologista, Dr. Breno Saty Kliemann.
De acordo com médico dermatologista Dr. Guilherme
Graça Cardoso, o Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase. “A
doença afeta a população há milhares de anos e ainda está presente em nosso meio. São
em torno de 20 a 30 mil casos novos por ano, e o Brasil é o segundo lugar do mundo com mais casos de hanseníase,
e isso precisa acabar”, afirma o Dr. Guilherme Graça Cardoso.
O médico dermatologia ressalta a relevância
de reconhecer a doença. “Existe pela Organização Mundial da Saúde uma meta de erradicação
da doença. Para isso, precisamos reconhecer a doença, capacitar os nossos profissionais e as equipes de saúde”.
A palestrante, médica dermatologista Dra.
Fabíola Welter Ribeiro (mestre e doutoranda pelo PPGMICS-UFPR e secretária da SBD-PR), apresentou panorama completo
desde o entendimento do ciclo de contaminação da doença ao surgimento dos sintomas. “A hanseníase
é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ,também
conhecida como bacilo de Hansen, que vai se manifestar ou não de acordo com uma série de fatores, dentre eles
a resposta do sistema imunológico do paciente. Existem protocolos clínicos para otimizar um dos nossos grandes
desafios no consultório: o diagnóstico precoce”, explica a médica.
A médica Fabíola Ribeiro abordou as
metodologias para serem usadas na anamnese, a sensibilidade em lidar com as suspeitas de hanseníase, recursos e protocolos
de exames. Ela frisa que: “Quanto mais cedo os médicos conseguem diagnosticar esse problema tão sério,
quanto mais cedo o tratamos, e conseguimos efetivamente curar o nosso paciente e devolvê-lo para a sociedade sem nenhuma
sequela”.
O médico Dr. Breno Saty Kliemann menciona que: “Quando se observam os
dados epidemiológicos e visualizamos o estado do Paraná é possível perceber que há uma
proporção muito alta de diagnóstico tardio, levando à sequelas incapacitantes para o resto da
vida do paciente”.
Os médicos que participaram do ciclo “Janeiro
Roxo – Combate à Hanseníase” reforçam: “É extremamente importante os médicos
identificarem a doença e informarem que o tratamento existe, ele promove a cura, e é disponível gratuitamente
pela rede pública, pelo SUS”.