O documento traz orientações sobre quando a troca é segura, reforçando a autonomia médica e destacando a importância do acompanhamento
e da segurança do paciente
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR),
por meio da Câmara Técnica de Reumatologia, elaborou um parecer técnico sobre a intercambialidade entre
produtos de referência e seus biossimilares. O objetivo é fornecer orientação sobre quando a troca
é segura, quando não é recomendada e quais cuidados devem ser adotados. O documento baseia-se em evidências
científicas e no posicionamento de entidades nacionais e internacionais.
O parecer técnico reforça que biossimilares
aprovados por autoridades regulatórias rigorosas são seguros e eficazes, podendo ser utilizados em pacientes
clinicamente estáveis, desde que haja acompanhamento adequado. Também orienta que trocas frequentes não
são recomendadas, uma vez que múltiplas mudanças em períodos curtos podem comprometer a farmacovigilância,
a adesão ao tratamento e a segurança do paciente.
Pacientes com doença ativa, falha terapêutica ou histórico de eventos adversos não
são candidatos ideais à troca, e a autonomia do médico assistente deve ser preservada sempre que houver
justificativa clínica.
Comunicação transparente, monitoramento
contínuo e educação médica e do paciente são pilares para uma intercambialidade responsável,
segura e centrada no cuidado.
Acesse o parecer técnico aqui.