11/08/2011

Cirurgiões cardiovasculares decidem se descredenciar individualmente da Unimed

Medida contra honorários defasados é resultado de 13 meses de tentativas de negociação sem sucesso, segundo os profissionais



A partir da segunda quinzena de agosto, os cirurgiões cardiovasculares do Paraná começam a fazer pedidos individuais de descredenciamento da Unimed. A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária realizada no dia 23 de julho, após 13 meses de tentativas de negociação com a cooperativa, sem sucesso.

"Infelizmente, essa foi a única forma encontrada de modificar nossa triste realidade financeira", avaliou o presidente da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Paraná (COOPCARDIO-PR), Marcelo Freitas. Ele relatou que o primeiro contato com a Unimed foi feito em julho do ano passado. "Fomos conduzidos das singulares para a Federação e da Federação para as singulares, sempre sem resposta", afirmou o presidente da COOPCARDIO-PR, ao demonstrar o descaso com relação ao pleito dos cirurgiões.

Os profissionais denunciam o que chamam de "aviltantes honorários cirúrgicos". Como exemplo, a cooperativa paga R$ 2 mil brutos para a revascularização do miocárdio - quantia que deve ser ainda dividida entre os membros da equipe de cirurgiões. Para o mesmo procedimento, o SUS remunera com R$ 3,8 mil e o valor já está em fase de negociação para reajuste.

Segundo Marcelo Freitas, em todo o Paraná são aproximadamente 50 cirurgiões cardiovasculares credenciados à Unimed. Ele contou que, depois de encaminhar o pedido de descredenciamento individual, cada médico deve cumprir um prazo de 60 dias para deixar o plano. "A partir daí, o paciente da cooperativa fará consultas e procedimentos de forma particular e, depois, deverá buscar o ressarcimento junto à operadora", informou o presidente da COOPCARDIO-PR.

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