CRM-PR destaca importância do laudo pericial, acolhimento humanizado e atuação em rede durante ciclo de palestras da OAB/PR
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Direito e Medicina se unem em evento que visa combater a violência
contra a mulher. (Foto: CRM-PR)
A integração entre as áreas do Direito
e da Saúde foi o foco do primeiro encontro de um ciclo de palestras promovido pela Comissão de Estudos sobre
Violência de Gênero da OAB Paraná (CEVIGE), em parceria com diversas comissões da instituição
e com a Comissão da Mulher Médica do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
Com o tema “A União do Direito e da
Saúde no Enfrentamento à Violência contra a Mulher: a importância do laudo médico-pericial,
o atendimento humanizado e a atuação integrada das redes”, o evento reuniu especialistas para debater
estratégias de enfrentamento à violência de gênero e fortalecimento das redes de apoio.
O corregedor-geral do CRM-PR, Ermelino Franco Becker
participou do painel e apresentou iniciativas desenvolvidas pelo Conselho voltadas à proteção e valorização
das médicas. Entre elas, destacou a criação da Comissão da Mulher Médica, espaço
institucional de escuta, acolhimento e apoio, além do Protocolo BASTA, procedimento oficial do CRM-PR para atendimento
e acolhimento de médicas e médicos vítimas de violência. Esteve presente no evento também
a coordenadora da Comissão de Qualificação Profissional (CQP), Maria Casemira Fernandes da Silva, integrante
da Comissão da Mulher Médica.
Durante sua participação, Becker ressaltou
a relevância do laudo médico-pericial como instrumento fundamental na produção de provas em casos
de violência, além da necessidade de um atendimento humanizado às vítimas. Ele também enfatizou
a importância da atuação integrada entre os setores da saúde, segurança pública e
sistema de justiça, para garantir uma resposta mais eficaz e acolhedora.
A mediação do encontro foi conduzida
pela presidente da CEVIGE, Gisele Maestrelli. A iniciativa marca o início de uma série de debates voltados a
temas essenciais para o enfrentamento da violência contra a mulher, reforçando o papel das instituições
na promoção de ações conjuntas e na construção de uma rede de proteção
mais eficiente.