11/06/2026

Fórum do CFM discute política de rastreamento do câncer colorretal no país

Evento promovido pelo CFM aconteceu no dia 9 de junho, e analisou o cenário epidemiológico da doença, com experiências nacionais e internacionais. O CRM-PR foi representado pelo secretário-geral Christian Cordeiro

O Conselho Federal de Medicina (CFM) organizou, no dia 9 de junho, o I Fórum de Endoscopia Digestiva e Coloproctologia, com o tema central "Rastreamento do Câncer Colorretal no Brasil: das Evidências a Política Nacional", na sede da autarquia, em Brasília. O encontro ocorreu de forma online e reuniu especialistas, representantes de sociedades médicas e gestores públicos, que buscaram analisar o cenário epidemiológico da doença, experiências nacionais e internacionais de rastreamento e os desafios para implementação de um programa estruturado no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) foi representado pelo secretário-geral, Christian Gonçalves Cordeiro. "O encontro consolidou-se como um marco estratégico para traduzir evidências científicas em políticas públicas viáveis, estabelecendo parâmetros técnicos normativos fundamentais para combater uma das neoplasias de maior incidência no país." relatou.

Na abertura, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, destacou a relevância do tema para a saúde pública brasileira e ressaltou a importância do diálogo entre especialistas e instituições na construção de soluções para o enfrentamento da doença. Segundo ele, o câncer colorretal representa um dos maiores desafios atuais da oncologia, ao mesmo tempo em que possui elevadas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.

O primeiro painel do evento discutiu a necessidade de um programa nacional de rastreamento. O ex-presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), Hélio Moreira Júnior, apresentou dados sobre a incidência da doença no Brasil e no mundo, destacando o aumento dos casos e das mortes, inclusive entre adultos jovens. O especialista defendeu a criação de um programa estruturado de rastreamento capaz de reduzir a mortalidade, diminuir os custos assistenciais e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.

O segundo painel do fórum foi dedicado à discussão sobre como estruturar uma política nacional de prevenção do câncer colorretal. A coordenadora do Núcleo de Ações Sociais da SOBED, Eduarda Tebet, apresentou experiências internacionais de rastreamento e avaliou modelos adotados em países como Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e Austrália. A especialista defendeu a adoção de um programa organizado, baseado em convite ativo da população, utilização do FIT como porta de entrada e monitoramento permanente por meio de indicadores nacionais padronizados.

Encerrando o ciclo de palestras, o primeiro tesoureiro da SOBED, Sylon Ribeiro de Brito Júnior, abordou os desafios relacionados à adesão da população e à qualidade das colonoscopias. O especialista apresentou indicadores nacionais e internacionais de rastreamento, destacou experiências brasileiras consideradas bem-sucedidas e defendeu a adoção de mecanismos permanentes de auditoria e monitoramento da qualidade dos exames. Também ressaltou a importância de estratégias de educação em saúde, busca ativa e integração com a atenção primária para ampliar a participação da população nos programas de prevenção.
FONTE: CFM, COM INFORMAÇÕES DO CRM-PR.

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