06/05/2026
I Fórum Internacional e o VI Fórum de Médicos de Fronteira debatem desafios na saúde de fronteiras
Evento promovido pelo CFM nos dias 28 e 29 de abril reuniu especialistas para discutir os desafios, a prática médica e a assistência
nessas localidades. CRM-PR foi representado pela conselheira Maria Casemira Fernandes da Silva
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Dra. Maria Casemira ao lado das lideranças indígenas,
Neydaianne Queiroz de Pinho e Mônica Bento de Almeida Guajajara, no evento do CFM (Foto: CRM-PR)
O I Fórum Internacional e o VI Fórum de Médicos
de Fronteira, promovidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), reuniram nos dias 28 e 29 de abril, em São Luís
(MA), especialistas que abordaram diversos assuntos acerca da temática. O evento contou com palestras e mesas de debates,
em que foram discutidas as desigualdades e garantias de acesso à saúde para aqueles que vivem nas regiões
de difícil acesso.O Conselho Regional
de Medicina do Paraná (CRM-PR) foi representado pela coordenadora da Comissão de Qualificação
Profissional (CQP) do Departamento de Inscrição e Qualificação Profissional (DEIQP), Maria Casemira
Fernandes da Silva. "O evento representou
um importante marco de reflexão, evidenciando o contraste entre diferentes realidades do país e os desafios,
mas também as oportunidades, enfrentados pelos profissionais de saúde no Maranhão para garantir assistência
à população local, especialmente aos povos indígenas." destacou.A programação contou com a presença do presidente do CFM, José
Hiran da Silva Gallo; da representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização
Mundial da Saúde (OMS), Maria Cristina Hoffman; do coordenador do projeto HÄMY, Gumercindo Leandro da Silva Filho;
do vice-presidente da Rede Peruana de Saúde Coletiva, Edén Galan-Rodas; da presidente fiscal da União
das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), Mônica Guajajara; além de outras personalidades
da medicina que puderam contribuir para o enriquecimento dos fóruns.A manhã do primeiro dia do evento foi marcada por palestras que ressaltaram sobre as
fronteiras que concentram vulnerabilidades e à epidemiologia, os avanços na produção de dados
e ações voltadas às regiões vulneráveis e ao papel dos médicos que atuas nessas
áreas. O coordenador do projeto HÄMY,
Gumercindo, destacou a complexidade da saúdes nas fronteiras, que abrangem cerca de 12 milhões de pessoas, defendendo
a integração regional, o uso estratégico da telessaúde e a cooperação entre países.
O projeto é uma iniciativa colaborativa que busca levar atendimento itinerante aos povos originários.Pela tarde, as palestras trataram sobre a sobrecarga dos serviços na tríplice fronteira, os desafios
da população migrante, o papel das Forças Armadas na assistência em áreas remotas e a dimensão
relacional do cuidado em saúde nas fronteiras. Assista aqui os debates do primeiro dia.No segundo dia, 29 de abril, houve a palestra das lideranças
indígenas Neydaianne Queiroz de Pinho e Mônica Bento de Almeida Guajajara, na qual puderam compartilhar com a
classe médica suas trajetórias e destacaram a importância da formação acadêmica, do
retorno às comunidades de origem e do compromisso com a educação e o futuro das novas gerações.
“Quem vive na ponta sabe o que é passar dias para conseguir atendimento. Precisamos ser ouvidas para construir
políticas mais eficazes”, relatou Mônica.Durante o dia, foram destacados pautas sobre saberes tradicionais, com o pajé Wagner Krikati; soluções
que integram tecnologia e cultura, com o coordenador do projeto HÄMY, Gumercindo Leandro da Silva Filho; a organização
da política de saúde indígena, com o médico e antropólogo Istvan Van Deursen; além
de outros assuntos que ajudaram a fomentar a relevância do evento.
Assista
aqui os debates do segundo dia.