07/05/2026
III Fórum de Medicina do Tráfego, promovido pelo CFM, debate as novas diretrizes da Abramet
Evento foi realizado na última quarta-feira, 6, e debateu a atuação da especialidade, com a discussão das novas diretrizes
da entidade. O CRM-PR foi representado pelo conselheiro 2° corregedor, Ramon Cavalcanti Ceschim
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2° Corregedor da autarquia, Ramon Ceschim, presente no
III Fórum de Medicina do Tráfego. (Foto: CRM-PR)
O III Fórum de Medicina do Tráfego do Conselho
Federal de Medicina (CFM), realizado na última quarta-feira (6), debateu a atuação do médico perito
e as diretrizes da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) para avaliar a aptidão
do candidato com comorbidades.O Conselho Regional
de Medicina do Paraná (CRM-PR) foi representado no fórum pelo conselheiro e 2° Corregedor da autarquia,
Ramon Cavalcanti Ceschim, que destacou outra pauta relevante ocorrida no mesmo dia do encontro, no Congresso Nacional, que
debateu a Medida Provisória 1.327/2025, que alterou o Código de Trânsito Nacional e estabeleceu
a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). "Hoje nós
tivemos a votação do relatório na Comissão Mista que avalia essa medida provisória. Uma
vitória importante foi conseguida, a inclusão da obrigatoriedade de exame de aptidão física e
mental", destacou.O evento foi transmitido
pelo canal do CFM no YouTube e pode ser acessado AQUI.O primeiro palestrante da tarde foi o vice-corregedor do CFM e
perito médico federal, Francisco Cardoso, que falou sobre o tema “Entre cuidar e julgar: a distinção
entre o ato assistencial e o ato pericial na prática médica”.Para o conferencista, o médico do tráfego realiza perícia médica.
“Ele não é um médico assistente e não deve agradar o paciente, nem o governo. Deve dizer
se o motorista tem condições físicas e mentais para dirigir. Se é seguro para a população
que àquele candidato assuma o volante de um carro”, defendeu.Cardoso afirmou, no entanto, que o médico do tráfego pode atuar como assistente
quando for contratado por empresas transportadoras. “Ele teria condições de dizer, por exemplo, se um
motorista teria condições de fazer uma viagem entre São Paulo e Maranhão, por exemplo”,
defendeu.