08/04/2026

Ministério Público interdita clínica em Londrina e prende cinco pessoas em ação com apoio do CRM-PR

Fiscalização envolvendo também Vigilância Sanitária , Secretarias de Saúde e do Idoso, Polícia Civil e Guarda Municipal encontrou 47 pacientes em situação irregular, com denúncias de maus-tratos, internações involuntárias e possível cárcere privado

Uma operação de fiscalização realizada nesta segunda-feira (6) interditou uma clínica de reabilitação no bairro Lago Parque, em Londrina, e resultou na prisão de cinco pessoas. A ação foi conduzida pelo Ministério Público em conjunto com o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria do Idoso, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

clique para ampliarclique para ampliarDocumentos apreendidos durante a operação revelam indícios de funcionamento irregular. (Foto: CRM-PR)
De acordo com o Ministério Público, o local abrigava 47 pacientes, entre dependentes químicos, pessoas com transtornos mentais, idosos, pessoas com deficiência e até pacientes vindos de outros estados. Parte deles estaria internada de forma involuntária e, segundo relatos, sendo mantida contra a própria vontade.

Durante a operação, as equipes constataram que a clínica funcionava de maneira irregular e sem estrutura adequada para o atendimento, inclusive em casos considerados graves. Pacientes relataram situações de violência, falta de contato com familiares, alimentação inadequada, além de suspeitas de maus-tratos e uso de medicamentos sem identificação.

Segundo os órgãos envolvidos, o espaço operava como uma comunidade terapêutica e contava com a atuação de um auxiliar de enfermagem, além de alguns psicólogos e médicos, o que levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades no exercício profissional e na condução dos tratamentos.

clique para ampliarclique para ampliarClínica abrigava 47 pacientes em condições irregulares. (Foto: CRM-PR)
Ao todo, cinco pessoas foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos e podem responder por crimes como cárcere privado e tortura. Elas devem passar por audiência de custódia.

O CRM-PR reforça que a ação conjunta visa preservar a saúde e a segurança da população. Informa ainda que denúncias podem ser feitas ao CRM-PR por meio dos canais oficiais. Saiba mais aqui.

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