13/06/2012

Protestos e paralisações contra a MP 568/12 marcam a terça-feira em todo o Brasil

Em São Paulo, foram soltos 5 mil balões negros em sinal de luto contra a tentativa de prejuízos aos atuais servidores e aos aposentados.



Médicos federais de todas as regiões do país paralisaram suas atividades nesta terça-feira (12) para protestar contra a MP 568/2012. Entre os estados que optaram pela paralisação dos serviços estão Bahia, Pernambuco, Distrito Federal, Maranhão, href="https://www.crmpr.org.br/lista_ver_noticia.php?id=5382" target="_blank">Paraná, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pará. No Amazonas, Rio de Janeiro e em Minas Gerais paralisações foram realizadas em datas anteriores. Nos outros estados, foram realizadas manifestações públicas. Os protestos reivindicam a revisão da medida que dobra a jornada de trabalho dos profissionais sem acréscimo de vencimentos, reduz os salários em até 50% e fixa os valores pagos por insalubridade e periculosidade. A orientação da paralisação foi da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e os protestos foram organizados por sindicatos, conselhos e associações regionais.



A capital do país foi uma das cidades que optaram pela paralisação. Aproximadamente 100 médicos, juntamente com servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília, estiveram presentes em ato público realizado no Hospital Universitário da cidade. Na Paraíba, mais de 100 médicos saíram em caminhada de protesto. "Fizemos mais de 800m de caminhada e realizamos um ato público em frente a Assembleia Legislativa, contamos com apoio dos companheiros do SINTESPB e da ADUFPB," relatou o presidente do sindicato, Tarcísio Campos.


Já no Maranhão, os médicos do estado paralisaram suas atividades e se concentraram na Praça Deodoro, no centro de São Luís. Houve interação com o público, entrevistas e carro de som para os colegas manifestarem sua indignação contra a MP. Em São Paulo, foram soltos 5 mil balões negros em sinal de luto contra a tentativa de prejuízos aos atuais servidores e aos aposentados. O intuito dos manifestos visam pressionar o parlamento para que os médicos não sejam prejudicados com a MP, editada no último dia 14 de maio. (Na foto, médicos do Rio de Janeiro protestam em frente ao Hospital Federal de Bonsucesso nesta terça-feira).



Relatório

A data da paralisação coincidia com a votação da admissibilidade da medida na Comissão Mista do Congresso Nacional. A reunião da Comissão foi cancelada pouco antes de seu início e transferida para a próxima quarta-feira (13) às 14 horas. De acordo com a assessoria da liderança do Senado Federal, o texto do relatório ainda não foi finalizado pela equipe técnica, apesar de seu teor já estar bem definido.



Após paralisações, governo decide não alterar salários

Após as paralisações e protestos nacionais dos médicos contra a MP 568/2012, o governo deu sinais que irá corrigir a medida, editada no dia 14 de maio. De acordo com reportagem da Folha.com publicada na tarde desta terça-feira (12), a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "disse que houve um erro na edição da medida que provocou a redução, que será corrigido durante a tramitação na Câmara e no Senado".


Segundo a reportagem, o senador Eduardo Braga, relator da MP na Comissão Mista, apresentará uma emenda criando uma tabela remuneratória exclusiva para os médicos, que acabaria com a redução dos vencimentos. Ele explicou ainda que os médicos poderão manter jornadas duplas, com dois vínculos de 20 horas semanais, com a preservação da Lei 9.436/97.



Fonte: Fenam

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