04/09/2026

Publicidade Médica: Atuação do CRM-PR resulta em adequação de plataforma de divulgação médica

Trabalho de orientação da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) da autarquia tem sido realizado também com as empresas ligadas à publicidade médica, como plataformas online e agências de publicidade

clique para ampliarclique para ampliarO episódio faz parte de uma conduta de atuação mais ampla da Codame na fiscalização, orientação e proteção da publicidade médica. (Foto: CRM-PR)
Uma inadequação em uma plataforma de divulgação médica de atuação nacional, relativa às regras de publicidade médica conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023, foi corrigida após ação orientativa do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), por meio da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame).

Após identificar a irregularidade na divulgação da especialidade médica dos profissionais cadastrados na plataforma, em contato com a empresa, a Comissão orientou a correta divulgação da formação acadêmica de médicos. A situação envolvia a apresentação de cursos de pós-graduação por profissionais sem Registro de Qualificação de Especialista (RQE), a qual necessita de indicação obrigatória de que o médico é “NÃO ESPECIALISTA”, em caixa alta, conforme determina o Manual de Publicidade Médica, sob a Resolução CFM nº 2.336/2023.


"A notificação, de caráter orientativo, apontou a necessidade de adequação do sistema. A iniciativa teve como objetivo evitar que médicos cadastrados fossem induzidos a uma situação de possível infração ética e, ao mesmo tempo, garantir que pacientes recebessem informações claras sobre a qualificação dos profissionais. O retorno da empresa foi positivo, com o reforço e o esclarecimento de uma solução viável para a devida apresentação do currículo profissional", destaca o conselheiro Leandro Raicoski Schimmelpfeng, coordenador da Codame.

A Resolução CFM nº 2.336/2023 trouxe mudanças nas regras de publicidade médica e flexibilizou a divulgação de cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Os médicos que não possuem RQE podem divulgar essas formações, desde que a informação seja acompanhada da expressão “NÃO ESPECIALISTA”, em caixa alta. Foi justamente nesse ponto que a Codame identificou uma oportunidade de aprimoramento na plataforma, e o Conselho recomendou a existência de um espaço específico para o registro das pós-graduações e que o sistema inserisse ou exigisse a inclusão da expressão obrigatória após a informação sobre a formação.

Plataforma adota medidas de orientação e moderação

Após receber a notificação, a plataforma informou que já dispõe de ferramentas para a correta divulgação da formação médica e salientou que alterações cadastrais passam por moderação antes de serem publicadas. Entre os critérios utilizados está a verificação da indicação “NÃO ESPECIALISTA” quando o profissional anuncia uma pós-graduação sem possuir RQE correspondente. Caso a informação esteja irregular, a alteração não é aprovada até que seja corrigida.

A empresa ainda destacou que mantém a responsabilidade pela redação das informações com o próprio médico e se colocou à disposição para manter um canal permanente de diálogo com o Conselho. Para o conselheiro gestor da Codame, Ricardo Benvenutti, a solução demonstra como a atuação orientativa pode contribuir para o aprimoramento dos ambientes digitais utilizados na relação entre médicos e pacientes.

“Esse caso demonstra a importância do diálogo e da cooperação entre o Conselho e as demais entidades, públicas ou privadas, que atuam na área da saúde. A Codame tem justamente esse papel de identificar situações que possam gerar dúvidas ou riscos, orientar e buscar soluções que garantam o cumprimento das normas, sempre com o objetivo de proteger o médico e, principalmente, assegurar que a população receba informações claras e corretas. A postura colaborativa da plataforma foi fundamental para que chegássemos a uma solução de forma rápida e construtiva”, destacou.

O episódio faz parte de uma conduta de atuação mais ampla da Codame na fiscalização, orientação e proteção da publicidade médica. A Comissão mantém diálogo com diferentes instituições e setores envolvidos na comunicação em saúde, buscando identificar situações que possam gerar riscos tanto para o exercício ético da Medicina quanto para a população.

"A atuação preventiva permite que eventuais problemas sejam identificados antes que se transformem em situações de maior gravidade. Em vez de limitar o trabalho à punição de condutas já realizadas, a Codame também procura orientar profissionais, empresas e instituições sobre a aplicação das normas que regulamentam a divulgação de informações médicas", destaca o conselheiro

Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos - CODAME

Envie para seus amigos

Verifique os campos abaixo.
    * campos obrigatórios

    Comunicar Erro

    Verifique os campos abaixo.

    * campos obrigatórios