08/07/2026
Cascavel e São José dos Pinhais já adotaram o sistema de segurança, enquanto Assaí e Ibiporã aprovaram a medida nas Conferências Municipais de Saúde, fortalecendo a atuação do CRM-PR no enfrentamento à violência contra os profissionais da saúde
Conferência Municipal de Saúde de Ibiporã
aprovou propostas defendidas pelo CRM-PR para ampliar a segurança dos profissionais da saúde. (Foto: CRM-PR)A mobilização do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) em defesa da segurança dos médicos já apresenta resultados concretos no Estado. Quatro municípios paranaenses avançaram na adoção de medidas voltadas à implantação do Botão do Pânico na rede pública municipal de saúde, iniciativa prevista na Resolução CRM-PR nº 253/2025 e integrante do movimento Tolerância Zero contra a Violência aos Profissionais da Saúde.
Cascavel e São José dos Pinhais já implantaram o sistema em suas unidades de saúde. Em São José dos Pinhais, além da instalação do Botão do Pânico em todos os equipamentos de saúde sob gestão municipal, a Secretaria Municipal de Saúde promoveu a capacitação dos coordenadores das unidades e instituiu a comunicação compulsória de agressões contra profissionais da saúde, reforçando as ações de prevenção e enfrentamento à violência no ambiente de trabalho.
O avanço mais recente ocorreu durante as Conferências Municipais de Saúde de Assaí e Ibiporã, onde propostas apresentadas pelo CRM-PR foram aprovadas pelos participantes e seguirão para as próximas etapas de construção das políticas públicas de saúde. Entre elas estão a implantação do Botão do Pânico e a contratação de segurança nas unidades de saúde.
"A Resolução do CRM-PR só cumpre plenamente seu papel quando se transforma em ações concretas. A implantação do Botão do Pânico pelos municípios demonstra que é possível avançar na proteção dos profissionais da saúde e enfrentar a violência de forma efetiva. O CRM-PR tem atuado para que essa política saia do papel e passe a fazer parte da rotina dos serviços de saúde. Não podemos aceitar que médicos e demais profissionais sejam vítimas de agressões durante o exercício de sua missão de cuidar das pessoas", afirmou o presidente do CRM-PR, Eduardo Baptistella.
Representando o CRM-PR, o vice-diretor da Representação Regional de Londrina, Hugo de Jesus Parente, participou das conferências que reuniram médicos, autoridades da região, gestores, profissionais de saúde, usuários do SUS e representantes da sociedade civil para discutir propostas que nortearão as políticas públicas municipais.
Além das medidas voltadas à segurança dos profissionais, os debates abordaram temas relacionados à valorização da carreira médica, à autonomia profissional e ao enfrentamento da violência nos serviços de saúde.
O vice-diretor da Regional de Londrina, Hugo de Jesus Parente,
participou da Conferência Municipal de Saúde de Assaí, que contou com a presença de médicos
da região. (Foto: CRM-PR)Segundo o Dr. Hugo Parente, a participação do Conselho nas conferências integra uma estratégia institucional para fortalecer políticas públicas que garantam melhores condições para o exercício da medicina e uma assistência mais segura à população.
"A aprovação das propostas em Assaí e Ibiporã demonstra que a segurança dos profissionais da saúde passou a integrar a agenda dos municípios. Somada às iniciativas já implementadas por Cascavel e São José dos Pinhais, essa mobilização fortalece a atuação do CRM-PR e amplia as possibilidades de que essas medidas avancem também para as etapas estadual e nacional das Conferências de Saúde, contribuindo para a construção de ambientes de trabalho mais seguros para médicos e demais profissionais da saúde", destacou o vice-diretor.
A Resolução CRM-PR nº 253/2025 estabelece diretrizes para a adoção de medidas de proteção aos médicos e demais profissionais da saúde, incluindo a implantação do Botão do Pânico e a comunicação compulsória de episódios de violência. A adesão crescente dos municípios reforça a importância da iniciativa e evidencia o compromisso conjunto entre gestores públicos e o CRM-PR para reduzir os casos de agressão e garantir condições adequadas para o exercício da Medicina.