08/06/2026

Resolução do CFM regulamenta a utilização de terapias focais para o tratamento do câncer de próstata

Técnicas incluem o HIFU (ultrassom focado de alta intensidade), crioablação, terapia fotodinâmica, eletroporação irreversível, ablação a laser focal e Tulsa (ablação transuretral da próstata com ultrassom)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou, por meio da Resolução CFM nº 2.457, de abril de 2026, a utilização de terapias focais como alternativa para o tratamento do câncer de próstata. De acordo com a normativa, a terapia focal tem por objetivo promover a ablação de área afetada por neoplasia com margens de segurança, poupando os tecidos adjacentes e visando menores efeitos colaterais. 

As técnicas de terapia focal empregadas incluem o HIFU (ultrassom focado de alta intensidade); crioablação; terapia fotodinâmica; eletroporação irreversível; ablação a laser focal; e Tulsa (ablação transuretral da próstata com ultrassom). 

A normativa esclarece, ainda, que a terapia focal não é o tratamento primário padrão ouro para o câncer de próstata, devendo ser proposta somente após decisão compartilhada com o paciente. De acordo com a resolução, é vedada a realização de terapia focal em pacientes com câncer de próstata de risco intermediário desfavorável, alto e muito alto.

"Diante dos avanços tecnológicos aplicados à terapia focal e da relevância de se estabelecer critérios rigorosos de indicação, controle e acompanhamento, faz-se necessária a padronização de normativas que orientem sua prática e desenvolvimento técnico em consonância com os melhores preceitos técnicos, científicos e éticos", destaca o conselheiro relator da normativa, José Elêrton Secioso de Aboim.

A Resolução CFM nº 2.457/2026 supera o entendimento do Parecer CFM nº 15/2020, assim como todos os pareceres emanados dos Conselhos Regionais de Medicina sobre o tema.

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